Nem Histórico e nem Histérico

Tu lançarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar
(Miquéias 7:19).

Um homem estava contando a um amigo sobre a discussão que havia tido com sua esposa. Ele comentou: “Oh, como eu fico irritado. Toda vez que nós temos uma discussão, ela fica histórica”. O amigo lhe disse: “Você quer dizer histérica”.
“Não”, insistiu ele, “eu quero dizer histórica. Toda vez que discutimos ela busca tudo o que pode do passado e lança contra mim.”

Como é diferente em nosso relacionamento com Deus! Quando buscamos Sua face e confessamos nossos pecados do passado, pedindo-Lhe perdão, com sinceridade, Ele não apenas nos perdoa como sepulta cada um deles no profundo mar, jamais nos cobrando novamente aqueles erros.

O nosso Deus de amor tem prazer em nos abençoar. Com Ele os nossos dias são sempre felizes. Ele nos consola nos momentos de aflição, nos estimula quando a caminhada é difícil, nos dirige quando não sabemos para onde ir, nos enche de amor quando o mundo parece se virar contra nós.

O mundo tem prazer em nos acusar e nos lançar no rosto cada uma de nossas fraquezas, o Senhor tem prazer em nos dizer:
“Não temas que Eu te ajudo”. O mundo nos tira tudo o que temos e, ao final, nos abandona. O Senhor nos oferece tudo o que há de melhor e ainda nos promete: “Eu estarei contigo todos os dias”. O mundo, na pessoa do diabo, tem o propósito de destruir, o Senhor nos enche de regozijo ao afirmar: “Eu vim para que tenham vida e vida com abundância”.

Com Cristo em nossos corações as coisas velhas ficam para trás e não precisamos nos preocupar com o mundo histórico ou histérico. Ele pagou o preço de nossos pecados para que pudéssemos viver ao Seu lado para sempre.

O amor do Senhor é maravilhoso!

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A Pedra

O distraído nela tropeçou… O bruto a usou como projétil. O empreendedor, usando-a construiu. O camponês, cansado da lida, dela fez assento. Para meninos, foi brinquedo. Drummond a poetizou. Michelângelo extraiu-lhe a mais bela escultura… E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!

Não existe “pedra” em seu caminho que não possa ser aproveitada para o seu próprio crescimento. Pense Nisto!

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Prosperidade na Medida certa de Deus

Houve uma época em que os ingleses iam aos Estados Unidos em busca de fortuna. Nesse tempo, certo jovem inglês decidiu que ele também queria viajar para o Novo Mundo em busca de riqueza. Economizou o suficiente para comprar uma passagem de terceira classe em um navio e partiu para os Estados Unidos. Embora não lhe tivesse sobrado dinheiro para a comida, achava que sua aventura valia o sacrifício. Entrando no navio, desceu para a terceira classe. Na hora das refeições ficava sozinho na escura cabine, imaginando o instante em que havia de chegar a Nova Iorque.

Mas esse instante foi atrasado por duas semanas. Um furacão desviou o curso do navio e foram precisos quinze dias para que voltassem à rota original. No final dessas duas semanas o jovem estava morto de fome. Embora pudesse ver Nova Iorque no horizonte, ele pensava: “Morrer de fome ou de castigo quando descobrirem no refeitório que não tenho dinheiro para pagar a comida, não faz diferença alguma.” De modo que, pela primeira vez, ele foi ao refeitório e pediu uma refeição completa. Devorou a comida como quem tivesse morrendo de fome, pediu mais e comeu até satisfazer-se. Então voltou-se para o garção, dizendo:

– A conta por favor, preciso ver quanto foi.

O garção ficou a olhar para ele.

– Que tipo de conta deseja Senhor?

– Bem – replicou o jovem satisfeito -, quero a conta de toda a comida que acabo de comer.

– Senhor – respondeu o garção – ao comprar a passagem neste navio, comprou também todas as refeições de que precisaria durante a viagem. O Senhor já pagou a conta desde quando adquiriu a passagem. O jovem quase tinha morrido de fome. Contudo, já havia pago a conta de toda a comida que desejasse.

Muitos crentes agem como esse jovem. Recebem a passagem para o céu por meio da fé em Jesus Cristo. Pensam que mal podem chegar à salvação espiritual ao crer em Cristo. Mas nessa passagem há também a promessa de abundância. Cegos por seus próprios preconceitos, levam uma vida de escassez, e a prosperidade parece-lhes algo impossível. Se você deseja tornar-se próspero, primeiro compreenda que Cristo já estabeleceu o fundamento.

Fonte: livro “Soluções para os Problemas da Vida” do Pr. David Yonggi Cho – editora Vida

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E o Fim Chegou. Será que Vivemos?

Por mais incrível (ou rápido) que isso possa parecer, chegamos ao final de mais um ano e, nesse caso, chegamos ao final, também, de uma década, a primeira do século 21.

Confesso a quem interessar possa, que a ligeireza dos dias contemporâneos me assusta. São tão rápidos que muitas vezes, quase sempre, se torna impossível percebê-los, absorvê-los, vivê-los portanto.

A rapidez com que os dias passam é tão grande que parece que não dá tempo de tirar deles a vida que neles está contida. O grave disso é que não tirar dos dias a vida que neles está contida é sinônimo de dizer que desperdiçamos vida, que não vivemos na totalidade, significa dizer que não vivemos muito do que poderíamos ter vivido.

Creio que seja em função disso que sentimos, de quando em vez, essa sensação de saudade, de nostalgia, de vazio. Essa saudade/nostalgia é uma realidade em todo ser humano, mesmo naqueles cujo passado é apenas símbolo de dor e privação, mesmo naqueles que não tem em seu passado nada bom pra lembrar, ao contrário, dele querem se esquecer e rápido.

Ora, se o passado é mau, de onde vem a saudade/nostalgia? Vem da vida não vivida. A saudade não é do que se viveu, mas sim do que não se viveu.

A saudade é do abraço não recebido, do sorriso não dado, do beijo negado, do olhar não trocado, do afeto não compartilhado, da palavra doce que não foi dita, do perdão que não recebeu e(ou) ofereceu, da solidariedade retida, da canção não cantada….da vida não vivida. Os dias são muito rápidos e a vida que neles está contida, sendo não vivida, gera em nós esta horrível sensação de que nos falta algo.

Sendo isso uma realidade, cabe a nós, nesse final de ano/década, refletirmos sobre a nossa vida, por que não dizer, nossas vidas, isto é, a vida vivida e a vida desperdiçada. Ousemos fazer uma analise introspectiva e vejamos, mesmo que isso possa gerar alguma dor, qual dessas vidas teve proeminência em nós: a vida que vivemos ou a vida que não vivemos.
Analisemos quantos abraços trocamos e quantos deixamos de dar por causa de amargura ou ira, ambas residentes de corações incapazes de liberar perdão.
Vejamos quantos sorrisos deixaram de adornar nosso rosto e a ambiência na qual vivemos, quem sabe só porque não aprendemos na prática, que “não é o que fazem conosco mas sim o que nós fazemos com o que fazem conosco” e por causa disso, tornamo-nos seres cinzas e ranzinzas.

Tenhamos coragem de admitir quantos beijos deixamos de dar, pra no lugar deles cuspir. Quantos olhares de carinho e respeito omitimos para, no lugar deles olharmos com reprovação e indiferença. Quantos afetos, cafunés, toques, ilhados, quantas palavras doces não oferecidas agora azedam nossa alma….quanta vida não vivida, quanta vida não vivida.

Minha oração e esperança é que, a começar em mim, todos nós, homens e mulheres, possamos refletir nesse tempo, o fim de mais um ano e de uma década, sobre a qualidade de vida que temos vivido. Proponho isso porque se os dias passam tão rápidos a ponto de não podermos viver a vida contida neles, podemos então envelhecer sem viver, e mais, podemos morrer sem ter vivido. Que 2011 seja um ano de pouco desperdício de vida. Que seja um ano de vidas cheias de vida. Que seja um ano profético, sim, que o primeiro ano da próxima década, 2011, seja o prenúncio de um ano/década onde se cumpra a promessa de termos vida cheia de prosperidade, vida cheia de vida, lembrando que próspero não é quem tem muito, é quem tem sempre. Feliz ano novo !!!!!!! Paz.

Pastor Neil Barreto

Fonte:

http://www.blogdodourado.com.br/2010/12/e-o-fim-chegou-sera-que-vivemos.html

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Sobre os princípios da vida

Phillip E. Johnson faz algumas conclusões: “A vida não é feita somente de matéria (química), mas de informação; a informação não é redutível à matéria, mas é um tipo de “coisa” completamente diferente. Uma teoria da vida, então, tem de explicar não somente a origem da matéria, mas também a origem independente da informação. Mas informação complexa e específica do tipo encontrado num livro ou numa célula não pode ser produzida nem pelo acaso nem pela orientação de leis físicas ou químicas.”

Wlliam Paley propôs em 1802 a famosa analogia do fabricante de relógios. Quem, ao encontrar um relógio jogado num bosque, diria que o objeto simplesmente apareceu ali, a não ser um louco? Semelhantemente, não seria irracional dizer que somos resultados do acaso? Se o relógio possui um fabricante, é óbvio que temos um criado, Deus. Afirmar o contrário é irracional e até insano. É por isso que a evolução é anticientífica. Porque ela não é racional.

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O verdadeiro significado da Família

Tropecei em um estranho que passava e lhe pedi perdão. Ele respondeu: “desculpe-me, por favor; também não a vi.” Fomos muito educados, seguimos nosso caminho e nos despedimos.

Mais tarde, eu estava cozinhando e meu filho estava muito perto de mim. Ao me virar quase esbarro nele. Imediatamente gritei com ele; ele se retirou sentido, sem que eu notasse quão dura que lhe falei.

Ao me deitar Deus me disse suavemente: “Você tratou a um estranho de forma cortês, mas destratou o filho que você ama. Vá à cozinha e irá encontrar umas flores no chão, perto da porta. São as flores que ele cortou e te trouxe: rosa, amarela e azul. Estava calado para te entregar, para fazer uma surpresa e você não viu as lágrimas que chegaram aos seus olhos…”

Senti-me miserável e comecei a chorar. Suavemente me aproximei de sua cama e lhe disse: “Acorde querido! Acorde! Estas são as flores que você cortou para mim?” Ele sorriu e disse: “Eu as encontrei junto de uma árvore, e as cortei, porque são bonitas como você, em especial a azul.”
Filho sinto muito pelo que disse hoje, não devia gritar com você. Ele respondeu: “está bem mamãe, te amo de todas as formas.” Eu também te amo e adorei as flores, especialmente a azul….

Entenda que se você morrer amanhã, em questão de dias a empresa onde você trabalha cobrirá seu lugar. Porém, a Família que deixamos sentirá a perda pelo resto da vida. Pense neles, porque geralmente nos entregamos mais ao trabalho que a nossa Família. Será que não é uma inversão pouco inteligente?

Então, que há detrás desta história? Você sabe o significado de Família em inglês?

F – A – M – I – L – Y:
“Father And Mother I Love You”
(Papai e Mamãe, eu os amo)

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Confissões de um “Ex-Evangélico”

Sempre me perguntei se o sentido da religião é o sentido da vida. Este questionamento um tanto genérico nasceu de modo ingênuo em minha alma ainda adolescente que atendeu nestes breves anos a volúpia de minha consciência pouco vivida, mas sem deixar de ser perceptiva. Quando me converti tinha apenas 19 anos e foi em uma festa cheia de vícios e transgressões. Foi justamente em um ambiente constituído pelo profano que o SENHOR revelou a mim seu amor e a cegueira da turba que por alguns anos me rodeou. Depois desta experiência procurei uma igreja evangélica em cuja convivência, experimentei dissonâncias, absintos, projeções e divagações que não representavam de modo algum o perfume, a beleza e a majestade da visão com que o SENHOR me visitou. Tornei-me então um menino perdido entre o que eu senti e o que a igreja manifestava em seus discursos explícitos ou subliminares. Mas o que ela exprimia era para mim uma miragem de palavras apregoadas, mas não verdadeiras, que pretendiam ser humanas e que na mesma pretensão eram inumanas, misturadas em um caldeirão de reprimendas, medos e dissonâncias. Projeções de um deus tribal e castrador que nada parecia com o DEUS que experimentei. O DEUS que senti, falou comigo e ecoou em todas as minhas células, foi um DEUS seguro, reto, majestoso, bondoso e acima de tudo BELO, cuja BELEZA me cativou e alforriou-me de todos os meus erros, inseguranças e inconstâncias. NELE senti-me seguro, norteado, feliz, abundante e pronto para morrer! No mesmo instante confessei para ELE na minha fragilidade, futilidade e frivolidade que morreria por ELE, como Pedro falou em sua devoção ingênua, humana e imperfeita e logo em seguida constatou que ainda não poderia ir tão longe. Mesmo assim falei. Mas só tinha 19 anos. Do Sagrado de sua experiência, voltei para a rotina de uma igreja protestante ou evangélica, que historicamente aprendeu a protestar, mas que logo se tornou surda contra os protestos que ecoam de dentro e de fora dela. Aos meus olhos, esta mesma igreja que tanto me esforcei por me criar foi continuamente notada; decantada e debulhada em lágrimas confusas e incompreensões difusas. DEUS nasceu em mim, mas minha vivência na igreja fez tudo para matá-lo. Mas ELE não morreu, permaneceu, por que o que DEUS dá o homem não pode tirar, e o que Deus uniu o homem não é capaz de separar.

Mas e daí? Que moral, que enredo ou arremedo eu aprendi desta história? Muitas coisas.

Em primeiro lugar, que no ajuntamento dos homens, por mais que se eles se ajuntem em nome de DEUS, nem sempre ou muitas vezes ELE lá não está.

Segundo, que toda a experiência de DEUS é intransferível e de certo modo secreta ao olhar humano que a macula.

Terceiro, que os homens falam de DEUS não porque o conhecem, mas porque o imaginam ou o representam de acordo com suas categorias e taras!

Quarto, porque transferiram para DEUS seus desejos e desassossegos e com isso desvirtuaram a poesia de sua PALAVRA em versos deformados e marcados pelas suas subjetivas e caricatas idiossincrasias. E com isso, a Bíblia tornou-se para muitos destes como uma imensa lâmina de Rorcharch.

Quinto, porque seus desejos não são para DEUS, mas para si mesmos e por isso tornaram-se como os estultos ao ministrarem os oráculos de sua SABEDORIA.

Sexto, porque os “pecadores” se tornaram para mim mais “consagrados” que os “crentes”; estes para mim progressivamente tornaram-se detestáveis em suas visões mesquinhas e herméticas de mundo, sem compreensão, sem criatividade ou inspiração, mas carregadas de formulações genéricas e tediosas, crivadas por distorções mitomaníacas, muito distantes da verdadeira misericórdia, graça e fé sincera.

Sétimo, porque muitos evangélicos tornaram-se “profetas” que não discernem o caminho que querem ou pretendem andar, e apenas vomitam o desejo que circula na garganta dos seus egos ainda dilatados e obscuros.

Oitavo, porque a multiforme sabedoria de DEUS revelada segundo Paulo na IGREJA, corpo santo de consciência ampla, de coração dilatado e emancipado de superstições, não pode caber nesta igrejinha prenhe de superlativas incompreensões.

Nono, porque o EVANGELHO DA VIDA E DA PAZ tornou-se mercadoria em almas mesquinhas que não amam DEUS, mas apenas a volúpia de suas mesmas pulsões.

Diante de tantos sinais e dissonâncias tomei o caminho da solidão. Vi, não quis ficar e preferi andar nas minhas “errâncias” ou “acertâncias”. Andei só por muitos anos. Encontrei interlocução com amigos e pessoas nada evangélicas, mas com quem podia compartilhar os oráculos do meu DEUS, pelo menos o DEUS da minha experiência que reconheci em minhas constantes meditações da Bíblia. Na tentativa de encontrar pessoas com alma no interior da igreja somente encontrei falas prontas, ensaiadas, hermetizadas, sedimentas e fossilizadas. Grande foi esse deserto.

A Alma quando verticaliza e já não é insípida gosta da partilha. Mas a partilha para determinadas almas só é possível em terrenos amplos, em horizontes dilatados ou casas destelhadas; enfim, em ambientes e comunhões suficientemente abrangentes e imunes à claustrofobia dos insensatos e livres da agorofobia dos inseguros.

Após anos de solidão, a ponto de tomar gosto pela mesma, encontrei novamente peregrinos como eu no mesmo Caminho. Mas apesar do feliz reencontro com irmãos que andam como eu por este Caminho, tornei-me um ex-vangélico. Sou cristão, mas um cristão sem denominações, porque denominar o que deve permanecer inominável tem sido o pecado constante desta Igreja Evangélica eivada de denominações e por isso, de contradições. Prefiro ser do Caminho, como os primeiros cristãos que viviam o Evangelho extra murus, aberto a todos, trans-institucional, trans-denominacional, trans-ideológico, e por isso transcendente.

Mas desta Igreja que já não me sinto pertencer em razão das ranhuras e brechas que foram se multiplicando em sua cultura, espero que nela mesma brote um profundo entendimento do Evangelho anunciado pela Verdade que diz: “O doutor bem instruído no tocante ao reino de Deus é semelhante ao pai de família que de seu depósito vai tirando coisas novas e velhas”. Espero em Deus que esta cultura evangélica pluralizada em solos americanos aprenda também a tirar do seu depósito não somente coisas velhas, fórmulas que se repetem e compreensões de mundo que envelhecem e cheiram a mofo devido ao seu desgaste e excesso de umidade (antes fosse humildade!), mas que também aprenda a andar em novidade de vida, tirando o novo do velho, aprendendo a avançar, a andar para frente, rompendo as constantes ciclotimias e visões de mundo claudicantes e viciosas. Uma Igreja que enfim, abra mão das receitas e superstições e siga o exemplo plenamente humano de seu Fundador e Senhor, que sempre esteve e sempre estará além de toda a ideologia, além de toda a política, além de toda a teologia, mas plenamente inserido no coração humano quando sincero e simples. Uma Igreja que enfim não insista em remendar pano novo em tecido velho e nem a despejar vinho novo em odres antigos. O que é antigo deve ficar para traz e o novo deve sucedê-lo. E tanto um como o outro foram dados pelo mesmo SENHOR. Que esta Igreja que aqui confessei não siga o exemplo dos religiosos fariseus, cegos aos sinais dos tempos e que acabaram não somente rejeitando como crucificando o Senhor da Glória, por ficarem demasiadamente apegados e estreitados em suas velhas fórmulas. Eles não entenderam o novo porque amaram e se apegaram ao velho. Coaram o mosquito e engoliram o camelo! Que o mesmo não ocorra com tantos cristãos espalhados por tantos guetos evangélicos, que ainda não sabem discernir a mão direita da esquerda, semelhante ao povo de Nínive para quem o profeta Jonas pregou. E que um dia eles mesmos saibam que o fato de estarem na Igreja não os imuniza dos escândalos, capazes de nascer em todas as consciências, não somente no mundo, mas também na Igreja, cujo escândalo é tanto maior quanto maior é sua distorção ou ignorância em relação à Verdade que nela se anunciou e que para ela preveniu: “E, assim como se ajunta o joio e o queima no fogo, assim sucederá no fim do mundo: o Filho do homem enviará seus anjos e arrancarão de seu reino todos os escândalos e quantos praticam a maldade. E os lançará ao lago de fogo, onde haverá choro e ranger de dentes… Quem tem ouvidos para ouvir que ouça”.

Enfim, como disse o nosso SENHOR é inevitável que venha escândalos, mas ai daquele por meio de quem ele vem. A consciência evangélica capaz de tantos escândalos e tão inábil em lidar com as diferenças e alteridades tem tanto mais escandalizado quanto mais tem se estreitado. A impressão que tenho quando olho e contemplo o que vejo é que esta mesma igreja tem constantemente se escandalizado com as diferenças e por isso mesmo escandaliza porque não é capaz de lidar com as diferenças. Julga antes de entender e entende julgando. Que contradição! Será necessário que uma mula ou um jumento suba ao púlpito e pregue a este “corpo” que não suporta as diferenças que é justamente amando e suportando as diferenças que o Evangelho da Paz deita suas raízes no coração dos homens?

Muitas consciências sensatas e belas tem se manifestado no meio evangélico, mas apesar de suas labutas, as manchas perseveram, os vícios continuam e o pathos desta cultura não deixou de existir. Talvez um animal que representa a própria burrice, a exemplo da insensatez de Balaão, venha nos auxiliar com a mesma ironia que sobejou neste espírito profético. Se a consciência de homens sãos e profundos na Palavra não tem sido suficiente, talvez somente a ironia do discurso de um animal faça este povo escutar.

Que o SENHOR nos abençoe e nos perdoe!

Um Anônimo re-apaixonado pelo Evangelho; apenas pelo Evangelho

 

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